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quarta-feira, 23 de junho de 2010

A Verdade e as "verdades"


Uma das mais básicas noções de Lógica é o chamado Princípio da Não-Contradição. Ele pode ser expresso de maneira bastante simples: se duas afirmações se contradizem (por exemplo, "A capital do Brasil é Brasília" e "A capital do Brasil é Buenos Aires"), ou uma delas está certa e a outra errada ou ambas estão erradas.


Deus, que é infinitamente perfeito, evidentemente não pode entrar em contradição conSigo mesmo. Assim sendo, a Verdade só pode ser uma só, e tudo o que a contradiz é errado. Nosso Senhor Jesus Cristo disse que Ele é "o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14,6). Do mesmo modo, a Sagrada Escritura nos adverte que há apenas "Um só Senhor, uma só Fé, um só Batismo" (Ef 4,5). Nosso Senhor, antes de ser preso e crucificado, afirma que deu aos Seus discípulos (os Apóstolos, a Igreja) a glória que o Pai Lhe deu para que sejam um, como Cristo e o Pai são Um (Jo 17,22). Isto mostra que, evidentemente, o princípio da não-contradição é válido ao tratarmos da Verdade. O Senhor é único, a Verdade é única, o Caminho é único (Ele não disse que era "uma verdade", ou que era "as verdades"; não disse que era "um caminho", ou que era "os caminhos"); a Fé é única, o Batismo é único. A Igreja verdadeira é também uma só.

Encontramos porém hoje em dia muitas pessoas que negam este princípio básico da Lógica, ao menos no que se aplica ao Cristianismo. Eles afirmam que a Igreja é composta invisivelmente da soma de todos os que crêem em Jesus e O aceitam como Salvador. Há porém um problema seriíssimo neste raciocínio:
Em que Jesus eles crêem? Cada grupo, cada protestante que se afirma salvo crê em um "jesus" diferente. O "jesus" dos batistas nega a eficácia do Batismo, que para ele é simbólico. O "jesus" dos metodistas afirma que o Batismo é eficaz e faz da pessoa um filho de Deus. O "jesus" dos adventistas preocupa-se quase que exclusivamente com a manutenção do sábado dos judeus - sendo que guardar o domingo seria para este "jesus" a marca da Besta - gastando ainda uma certa dose de energia para proibir fumar cigarros, comer carne ou beber cafeína - ao passo que outros "jesuses" mandam descansar no domingo, ou até em dia nenhum.

O "jesus" de uma conhecida modelo "disse a ela em seu coração" que não haveria problema algum em apresentar um programa de venda por telefone de produtos de sex-shop e posar nua para uma revista; dificilmente seria esta o mesmo "jesus" da "Assembléia de Deus", que exige saias abaixo do joelho para as mulheres!

Esta multidão de "jesuses" faz com que seja bastante fácil, na verdade, "aceitar Jesus". Basta procurar uma seita que tenha um "jesus" suficientemente parecido com o que a própria pessoa deseja e o problema está resolvido. Uma conhecida figura política carioca queria viver com uma pessoa que já era casada. O "jesus" de sua seita, entretanto, não permitia segundas núpcias. Nada mais fácil: bastou passar a "congregar" em outra seita cujo "jesus" permitia a legitimação do adultério e o "casamento" pôde ser feito.

Para os protestantes da primeira seita, porém, esta pessoa continua sendo uma "evangélica" em boa situação, pertencente à "Igreja invisível" que reúne todos os que aceitam um "jesus" fabricado por encomenda em seus corações! O fato dela ter escolhido reunir-se ("congregar-se") com outras pessoas cuja crença está em contradição com a crença da seita em que saiu não é em absoluto motivo suficiente para ela deixar de ser "contada entre os eleitos" por aqueles que ela deixou. O fato dela ter escolhido uma "verdade" que esta em contradição com a "verdade" pregada pela seita de que saiu, na opinião deles, não significa que ela não siga a (um) "jesus" e assim seja parte desta "Igreja invisível" e auto-contraditória.

Como isso pode ocorrer? Como o princípio de não-contradição pode ser tão soberbamente ignorado? É simples: o orgulho humano prefere criar um "jesus" a sua imagem e semelhança que aceitar Nosso Senhor Jesus Cristo, cujas palavras são freqüentemente duras de ouvir (Jo 6,61). Esta idolatria (não há outro nome para a adoração de uma criação humana) é infelizmente a marca do protestantismo. Não há, para eles, uma só Fé, um só Batismo, um só Caminho, uma só Verdade. Há apenas a união no ódio à Igreja verdadeira e na negação de aceitar o Verdadeiro Cristo, substituído por uma criação humana que por ter sido apelidada por seus criadores de "jesus" poderia, acham eles, salvar.



Autor: Carlos Ramalhete - Livre cópia e difusão do texto em sua íntegra com menção do autor.

MARIA, SEMPRE VIRGEM

Desde o início do cristianismo Nossa Senhora é venerada como "Áiepartenon", isto é, "Sempre Virgem".

A maioria cristãos acredita na virgindade de Nossa Senhora antes de parto e durante o parto. Os cristãos protestantes negam que ela tenha permanecido virgem durante sua vida terrena. Demonstraremos abaixo as 3 situações de sua virgindade.

Nossa Senhora era Virgem antes do Parto

Este fato pode-se constatar na própria Bíblia: "O Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma virgem desposada... e o nome da Virgem era Maria" (Lc 1,26). Nossa Senhora ainda dá testemunho de sua virgindade ao responder ao Anjo: "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?"

Nossa Senhora permaneceu Virgem durante o Parto

O que é concebido por milagre deve nascer por milagre. O nascimento é uma conseqüência da concepção; sem o milagre do nascimento virginal, o milagre de se manter a virgindade de Nossa Senhora estaria incompleto. Deus então teria operado um milagre incompleto.

E isto está conforme à profecia "uma virgem conceberá e dará à luz". E a própria Bíblia confirma a profecia: "Ora, tudo aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor, por meio do profeta." (Mt 1,22); ou seja, conceber e dar à luz, virginalmente.

Nossa Senhora permaneceu Virgem durante sua vida terrena

Segundo a tradição, Nossa Senhora havia feito um voto de castidade perpétua e assim o manteve, mesmo vivendo com S. José, como fica clara pela própria afirmação dela : "Eu não conheço varão", quando já estava desposada de S. José.

São Marcos, na mesma linha, chama Jesus "O filho de Maria" - "uiós Marias" (Mc 6,3), e não um dos filhos de Maria, querendo mostrar que ele era o seu filho único.

Os protestantes se utilizam da expressão "antes de coabitarem" para demonstrar que Nossa Senhora teve relações sexuais com São José. Vamos ao trecho em questão: "Maria, sua Mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, ela concebeu por virtude do Espírito Santo" (Mt 1,18). Ora "antes de coabitarem" significa apenas "antes de morarem juntos na mesma casa". Isso aconteceu quando "José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa." (Mt 1,24).

Nossos irmãos separados cometem outro engano acerca da expressão "filho primogênito", para continuar negando a Virgindade perpétua de Nossa Santa Mãe. Esta expressão é usada por São Lucas: "Maria deu à Luz o seu filho primogênito" (Lc 2,7). "Filho primogênito" significa somente "primeiro filho", podendo ele ser filho único ou não.

A Lei de Moisés exige que todo primogênito seja consagrado a Deus, quer seja filho único ou não. É como observamos em: "Consagrar-me-ás todo o primogênito entre os israelitas, tanto homem como animal: ele é meu" (Ex. 13,2). Ainda no livro do Êxodo observamos: "Todo o primogênito na terra do Egito morrerá" (Ex. 11,5). E assim aconteceu: "Não havia casa em que não houvesse um morto" (Ex. 11,30). Como em todos os países, deveria haver casais de um só filho; como por exemplo, todos os que haviam se casado nos últimos anos.

Em outro trecho da Bíblia, o Senhor ordena: "contar todos os primogênitos masculinos dos filhos de israel, da idade de um mês para cima" (Num 3,40). Se há primogênito de um mês de idade, como é que se pode exigir que, para haver primeiro, haja um segundo?

O segundo texto bíblico preferido dos protestantes é este: "José não conheceu Maria [não teve relações com ela] até que ela desse à luz um filho." (Mt 1,25). Estaríamos certos em pensar que José "conheceu" Maria após ela "ter dado à luz um filho."; se o sentido bíblico da palavra "até" não fizesse referência apenas ao passado. Isto quer dize que é errado pensar que depois daquele "até", José deveria "conhecer" Maria.

Observe os exemplos: "Micol, filha de Saul, não teve filhos até ao dia de sua morte" (II Sam 6,23). Será que após a sua morte Micol gerou filhos? Falando Deus a Jacó do alto da escada que este vira em sonhos, disse-lhe: "Não te abandonarei, enquanto[até] não se cumprir tudo o que disse." (Gen 28,15). Será que Deus está dizendo a Jacó que o abandonaria depois? E ainda Nosso Senhor depois de haver ressuscitado parece a seus discípulos e diz: "Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos." (Mt 28,20).

Estes exemplos deixam claro que a palavra "até" no texto de Mt 1,25 é um reforço do milagre operado, a saber, a encarnação do Verbo por obra do Espírito Santo, e não por obra de homem [São José].

Outra forma dos protestantes negarem a virgindade perpétua de Nossa Senhora, é alegando que a Bíblia mostra que ela teve outros filhos, além de Jesus. Em diversos lugares, o Evangelho fala desses "irmãos" de Jesus: "estando Jesus a falar, disse-lhe alguém: eis que estão lá fora tua mãe e teus irmãos querem ver-te" (Mt 12, 46-47; Mc 3,31-32; Lc 8,19-20).

O argumento protestante somente mostra um ignorância sem tamanho da própria Bíblia que eles dizem conhecer. As línguas hebraica e aramaica não possuem palavras que traduzem o nosso "primo" ou "prima", e serve-se da palavra "irmão" ou "irmã". A palavra hebraica "ha", e a aramaica "aha", são empregadas para designar irmãos e irmã do mesmo pai, e não da mesma mãe (Gn 37, 16; 42,15; 43,5; 12,8-14; 39-15), sobrinhos, primos irmãos (1 Par 23,21), primos segundos (Lv 10,4) e até parentes em geral (Jó 19,13-14; 42,11). Portanto a palavra "irmão" era um expressão genérica.

Exitem muitos outros exemplos na Sagrada Escritura. Observamos no Gênesis que "Taré gerou Abraão, Naor e Harã; e Harã gerou a Ló" (Gn 11,27). E Ló então era sobrinho de Abraão. Contudo no mesmo Gênesis, mais adiante Abraão chama a Ló de irmão (Gn 13,8). E mais adiante ainda em Gn 14,12, o Evangelho nos relata a prisão de Ló; e no versículo 14 observamos "Ouvindo, pois Abraão que seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascido em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã"

Jacó se declara irmão de Labão, quando na verdade era filho de Rebeca, irmã de Labão (Gn 29,12-15).

No Novo Testamento, fica claríssimo que os "irmãos de Jesus" não eram filhos de Nossa Senhora. Estes supostos "irmãos" são indicados por São Marcos: "Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão e não estã aqui conosco suas irmãs?"

Tiago e Judas, conforme afirma São Lucas eram filhos de Alfeu e Cleófas: "Chamou Tiago, filho de Alfeu... e Judas, irmão de Tiago" (Lc 6,15-16). E ainda: "Chamou Judas, irmão de Tiago" (Lc 6,16).

São Mateus diz que José é irmão de Tiago: "Entre os quais estava...Maria, mãe de Tiago e de José" (Mt 27,56).

Em São Mateus se lê: "Estavam ali [no calvário], a observar de longe..., Maria Mágdala, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu". Esta Maria, mãe de Tiago e José, não é a esposa de São José, mas de Cleofas, conforme São João (19,25). Era também irmã de Nossa Senhora, como se lê em São João (19,25): "Estavam junto à cruz de Jesus sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria [esposa] de Cleofas, e Maria de Mágdala".

Simão, irmão dos outos três, "Tiago, José e Judas". Portanto estes quatro são verdadeiramente irmãos entre si, filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Alfeu ou Cleofas é o pai deles.

E ainda se Nossa Senhora tivesse outros filhos ela não teria ficado aos cuidados de São João, que não era da família, mas com seu filho mais velho, segundo ordenava a Lei de Moisés.

Agora uma pequena pergunta aos protestantes: Por que nunca os evangelhos chamam os "irmãos de Jesus" de "filhos de Maria" ou "de José", como fazem em relação a Nosso Senhor? E como durante toda a vida da Sagrada Família, os números de seus membros são três? A fuga pra o Egito, a perda e o reencontro no templo, etc.

A heresia de negar a virgindade perpétua de Nossa Senhora é mais uma novidade inventada pela Reforma no século XVI. Vejamos agora se os primeiros cristão compartilham dos pensamentos levantados pelos protestantes.

São Tiago Menor que realizou o esquema da liturgia da Santa Missa escreveu: "Prestemos homenagem, principalmente, à Nossa Senhora, à Santíssima Imaculada, abençoada acima de todas as criaturas, a gloriosíssima Mãe de Deus, sempre Virgem Maria..." (S. jacob in Liturgia sua).

São Marcos na liturgia que deixou às igrejas do Egito serve-se de expressões semelhantes: "Lembremo-nos, sobre tudo, da Santíssima, intermerata e bendita Senhora Nossa, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria".

E os testemunhos primitivos acerca da virgindade perpétua de Nossa Santa mãe não páram por ái...


Autor: Alessandro Ricardo Lima (EX-PROTESTANTE)
Fonte: site Veritatis Splendor

MARIA, MÃE DE DEUS

Maria é mãe de Jesus;
Jesus é Deus;
Logo, Maria é mãe de Deus.

A partir do silogismo acima, tentaremos esclarecer a polêmica envolvendo o título "Mãe de Deus", com que os católicos se dirigem a Maria, mas que alguns protestantes negam veementemente.

Tais protestantes aceitam como verdadeiras as proposições "Maria é mãe de Jesus" e " Jesus é Deus", mas negam a conclusão, ou seja, de que podemos chamar Maria de Mãe de Deus.

Necessário, porém, compreender o que a Igreja quer dizer quando fala em Maria como mãe de Deus. Jesus Cristo, segunda pessoa da santíssima Trindade, existe desde toda a eternidade. Ele procede do Pai por uma geração espiritual, na qual não intervém evidentemente nenhuma criatura humana. Portanto, Maria não é mãe do Filho de Deus quanto à sua origem divina, mas é mãe do "verbo encarnado", do Filho de Deus feito homem.

E porque não dizer simplesmente que Maria é mãe de Jesus ? Porque Jesus é uma só pessoa. Em Cristo, Deus e o homem formam um único ser. Não se trata do espírito de Deus "habitando" um corpo humano ou um líquido dentro de uma embalagem qualquer. Enfim, Cristo não pode ser dividido. Portanto, Maria é mãe do todo, e não de uma "parte".

Mesmo se, no lugar de Cristo (único ser, com natureza divina e humana), considerássemos um simples ser humano, percebemos o que quer dizer a palavra maternidade. Assim, por exemplo, falamos que Agostinho é filho de Mônica. Não dizemos apenas que Mônica é "mãe parcialmente" de Agostinho, já que este teria um pai terreno, para o "resto do seu corpo" (?!), e um pai celestial, para a alma.

No caso de Jesus, isto se torna ainda mais evidente. Eis como o anjo responde a Maria, em Lc 1,34-35:

    "Maria perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, pois não conheço homem?" Em resposta o anjo lhe disse: "O Espírito Santo virá sobre ti e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra; é por isso que o menino santo que vai nascer será chamado Filho de Deus."
É a própria Santíssima Trindade (O Espírito Santo; o Altíssimo/Javé; o Filho de Deus/Jesus) que envolve Maria no sublime mistério da Encarnação.

Enfim, Maria, mãe de Jesus, o Filho de Deus, deve ser chamada Mãe de Deus, porque a maternidade se refere sempre à pessoa. A mãe de um homem não é só a mãe de seu corpo. Ela é mãe da pessoa toda. Assim também Maria é mãe de seu Filho, como pessoa divina e humana que Cristo é.

Aliás, a questão é muito mais de cristologia do que de mariologia, pois envolve diretamente a unidade de Cristo (Deus e homem em uma só pessoa, indivisível).

Cabe ainda lembrar que esta questão já foi tratada na era patrística, isto é, do Cristianismo primitivo. De fato, Nestório, bispo de Constantinopla, negava o título de "Theotokos" ("Mãe de Deus") a Maria. Só que Nestório sabia muito bem o que isto significava: a conseqüente negação da natureza de Cristo, homem e Deus. Os protestantes de hoje parecem ignorar esta realidade, ou então não perceberam o que significa distorcer o silogismo feito logo no início deste artigo.

Seja como for, a mesma história patrística mostra a forte reação dos cristãos contra Nestório, que resultou no Concílio de Éfeso, no ano de 431, reconhecendo a legitimidade do título de Mãe de Deus, dado a Maria, e condenando as idéias nestorianas.

Ou lembrando São Tomás de Aquino, para quem a negativa de uma verdade cristã implicava negar todo o conjunto do Cristianismo. Realmente, cada ponto do Cristianismo é tão intimamente ligado aos outros, que a exclusão de um pode fazer desmoronar todo o edifício. Não deixa de ser o retrato do protestantismo hoje, onde a negação de algumas verdades resultou em milhares de seitas, como um prédio destroçado.

Um exemplo disso é o fato de muitos protestantes não seguirem nem mesmo os reformadores, como se vê abaixo:

"Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade." (Martinho Lutero no comentário do Magnificat, cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista "Jesus vive e é o Senhor").

"Ser Mãe de Deus é uma prerrogativa tão alta, coisa tão imensa, que supera todo e qualquer intelecto. Daí lhe advém toda a honra e a alegria e isso faz com que ela seja uma única pessoa em todo o mundo, superior a quantas existiam e que não tem igual na excelência de ter com o Pai Celeste um filhinho comum. Nestas palavras, portanto, está contida toda a honra de Maria. Ninguém poderia pregar em seu louvor coisas mais magníficas, mesmo que possuísse tantas línguas quantas são na terra as flores e folhas nos campos, nos céus as estrelas e no mar os grãos de areia." (Martinho Lutero)

"Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus." (João Calvino, Comm. Sur l'Harm. Evang.,20)

Que Maria, Mãe de Deus e da Igreja, proteja todos os seus filhos.

Autor: Cledson Ramos
Fonte: www.veritatis.com.br

sábado, 20 de dezembro de 2008

Comunhão dos Santos

A comunhão dos santos é a união que existe entre todos os membros da Igreja.

Comunhão significa união, ligação, sociedade de várias pessoas que formam um mesmo corpo. Por comunhão dos santos entende-se a união que existe entre todos os membros da sociedade que é a Igreja.

A Igreja é um corpo, cuja cabeça é Jesus Cristo. Ora, um corpo não pode subsistir sem que haja união entre seus membros, bem como entre os membros e a cabeça.

Por "santos", aqui, entende-se os membros da Igreja, e não os santos canonizados.

Todos os membros da Igreja são "santos" no sentido de que estão unidos a Jesus Cristo, que é a própria santidade. É nesse sentido que S. Paulo chama de santos os destinatários de suas epístolas: Vocatis sanctis, e S. Pedro chama a todo o povo cristão uma nação santa. Também pode-se dar esse título aos membros da Igreja militante - os que estão vivos - em razão de seu chamado à santidade, e porque receberam pelo batismo um caráter de santidade.

O efeito da comunhão dos santos é tornar os bens espirituais da Igreja comuns a todos os membros que a compõem.

A Sagrada Escritura em diversas passagens usa a figura do corpo para representar a comunhão dos santos. No corpo existem muitos membros, embora constituam um só corpo; cada qual exerce função diferente e tem dignidade desigual; todos trabalham não para seu próprio interesse apenas, mas tendo em vista o interesse de todo o corpo (por exemplo, o olho vê, o ouvido escuta, a mão trabalha, não para si mesmos, mas para todo o corpo); a união entre eles é tão grande que, se um sofre alguma dor, todo o corpo sofre; a cura de um afeta a todos. Assim, na Igreja, há diversidade de povos, de funções, de dignidades, mas há um só corpo.

O pecado de um afeta a todo o corpo, assim como o mérito.

Somos como vasos comunicantes: quando um se enche, todos se enchem; quando um é esvaziado, todos perdem conteúdo.

A comunhão dos santos faz com que cada graça que Deus concede a um determinado membro da Igreja seja patrimônio de todos os fiéis. Se, numa sociedade, alguns de seus membros se tornam religiosos, ou se santificam, isso redundará em bem para todos os membros da sociedade, e deverá alegrar portanto a todos.

Ensina São Gregório Magno que Deus opera nos corações dos homens da mesma forma que opera nas diversas regiões da terra. Ele poderia ter dado todos os frutos a todos os países, com igualdade. Porém não quis que assim fosse, pois se cada região não tivesse necessidade das outras, não teria com elas nenhuma relação. Eis porque deu a uma a abundância do vinho, a outra do óleo, a outra rebanhos etc. Enquanto umas vão procurar o que as outras produzem, os povos entram em comunicação entre si. Assim também na Igreja, o que é dado a uns beneficia os outros.

Os bens espirituais, ao contrário dos materiais, comunicam-se sem divisão nem diminuição; pelo contrário, eles aumentam na medida em que se comunicam, como a chama de uma vela se comunica a outra, sem nada perder de si mesma.

Assim são os méritos de Cristo, que morreu por todos os homens. Da mesma forma que a luz do sol ilumina a todos, sem que a vantagem que tira dela um diminua a do outro, assim também os méritos de Cristo se aplicam a todos.

O dogma da comunhão dos santos, entretanto, não significa que uma boa obra aproveita da mesma forma, no mesmo grau, àquele que a faz como àquele que não a faz. Em toda obra há um mérito pessoal que é o maior, e somente pode pertencer a quem a faz.

É por causa da comunhão dos santos que podemos rezar e nos sacrificar pelos outros, pedindo a Deus que aplique nossos méritos a determinada pessoa.

E os católicos que se encontram em estado de pecado mortal?

São membros mortos da Igreja, por pertencerem a seu corpo, mas não a sua alma. Estão privados da graça e mortos espiritualmente. Sua participação na comunhão dos santos limita-se à possibilidade de retornar à vida, possibilidade que não existiria se esses membros estivessem separados do corpo. Como um membro paralisado não tem parte nos bens do corpo, assim também eles não participam dos bens espirituais da Igreja. Todavia, por estar unido ao corpo, o membro pode voltar a ter vida. Assim também, o pecador pode voltar a ter a graça santificante.

Sua participação na comunhão dos santos é, portanto, puramente passiva. Eles em nada concorrem para o aumento dos bens da Igreja, enquanto não retornam à graça de Deus.

Os católicos em estado de graça participam da comunhão dos santos, mas de forma desigual, de acordo com suas obras e disposições: quem tem maior amor de Deus acrescenta mais com suas obras boas e ações ao tesouro da Igreja, bem como melhor participa dele.

Portanto, seria errado dizer que devemos nos contentar em estar em estado de graça, não sendo necessário buscar a perfeição, pois simplesmente o estado de graça nos alcança todo o bem espiritual da Igreja. A comunhão dos santos não se destina a favorecer nossa preguiça, mas a compensar nossa fraqueza.

É preciso portanto cultivar a tripla comunhão dos santos, com a Igreja triunfante (honrando os santos do céu), com a Igreja padecente (rezando pelas almas do Purgatório, para que também elas por nós rezem quando ali estivermos), e pela Igreja militante, rezando uns pelos outros.

Esperando tê-la esclarecido, coloco-me à sua disposição.

In Iesu et Maria
Paulo Miranda


Fonte: http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=doutrina&artigo=20040817210758&lang=bra

Jesus teve irmãos?

Jesus teve irmãos? Maria teve outros filhos?


A GENEALOGIA DOS "IRMÃOS" DE JESUS

Maria teve outros filhos?

por: Bob Stanley

Mt 13,55-56 e Mc 6,3 igualmente dizem:

"Este não é o carpinteiro, o filho de Maria, o irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E suas irmãs não estão entre nós?"

Observe: apenas o "carpinteiro" é chamado de "o filho de Maria" e não "um dos filhos de Maria". Algumas pessoas utilizam esses versículos para "provar" que Maria teve outros filhos. Veja também as seguintes passagens: Mt 12,46, Mc 3,31, Lc 8,19 e Jo 7,5.

Examinemos agora, com mais atenção, a Bíblia...

A palavra "irmãos" aparece aproximadamente 530 vezes na Bíblia; "irmão" aparece aproximadamente 350 vezes; uma variação de "irmãos" aparece uma única vez em Nm 36,11; "irmã" aparece aproximadamente 100 vezes; e "irmãs" aparece aproximadamente 15 vezes.

Irmãos: é o plural da palavra "irmão", conforme definem os dicionários.

Irmão: a palavra hebraica "Ha" é geralmente traduzida para "irmão". Já que o hebraico e o aramaico (no qual o evangelho segundo Mateus foi escrito) possuem bem menos palavras que o inglês ou o português, os judeus daquele tempo empregavam essa palavra num sentido mais amplo para expressar parentesco. Não existiam termos em hebraico para expressar os diferentes níveis e graus de parentesco. "Irmão" pode significar os filhos do mesmo pai e todos os membros masculinos da mesma clã ou tribo.

Em grego, no qual o evangelho segundo Marcos foi escrito, a palavra "irmão" é escrita como "adelphói", do grego "adelphós", significando membro seguidor de uma clã. Mesmo hoje, a palavra "irmão" é empregada com um significado mais extenso, incluindo amigos, aliados, discípulos e compatriotas. Não era diferente na época de Cristo. Em quatro dicionários que pesquisei, encontrei de três a quatro classes de significados para a palavra "irmão".

A primeira classe diz respeito aos filhos dos mesmos pais. As outras duas ou três classes se referem a parentesco, discípulos, uma pessoa íntima, um amigo, membro de uma ordem religiosa, membro de alguma igreja cristã, etc...

Quantas vezes você tem visto os tele-evangelizadores chamarem seus telespectadores de "nossos irmãos e irmãs"? Os adversários de Maria aceitam os três últimos significados para satisfazerem a si mesmos, mas quando se trata de Maria, a Mãe de Deus, eles sempre utilizam o primeiro significado. Isso seria sincero para com ela? Como você explica isso? Veja Nm 8,26, 1Sm 30,23, 2Sm 1,26, 1Rs 9,13, 2Cr 29,34.

Por exemplo, se lermos Gn 29,15: "Então Labão disse a Jacó: por seres meu irmão...", certamente pensaremos que Jacó e Labão eram irmãos de sangue. Agora, se compararmos Gn 29,5: "...Conheceis Labão, filho de Nacor?..." com Gn 25,21-26, perceberemos que Jacó era o filho de Isaac e Rebeca. Labão era o filho de Nacor. Eles não eram irmãos de sangue, mas parentes.

Cristo diz à multidão e aos seus discípulos em Mt 23,1-8: "E vós todos sereis irmãos". Em Mt 12,50 e Mc 3,35, Jesus diz: "Todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está no céu, é meu irmão, irmã e mãe". Este versículo diz isso tudo! Em 1Cor 15,6 fala-se que Jesus apareceu a quinhentos "irmãos" de uma só vez. Poderiam todos eles serem irmãos consaguíneos?

Dificilmente. Também vemos Pedro falando diante de 120 irmãos em At 1,15-16. Paulo fala de alguém ser "chamado de irmão" em 1Cor 5,11. A Bíblia possui muitos outros versículos semelhantes.

Vamos agora considerar os quatro "irmãos" citados em Mc 6,3: Tiago, José, Simão e Judas...
Mc 15,40: "E também estavam ali algumas mulheres, olhando de longe. Entre elas estavam Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago o menor e de José, e Salomé". Estas eram as pessoas que estavam durante a crucifixão.

Jo 19,25: "Perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe (Maria), a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cleofas e Maria Madalena".

Mt 10,2-3: ...TIAGO, o filho de Alfeu, e "Lebbaeus", cujo apelido era Tadeu". Alfeu é uma tradução alternativa de Cleofas ou Clopas, tratando-se, assim, da mesma pessoa.

At 1,13: "...TIAGO, o filho de Alfeu e SIMÃO zelota e JUDAS, o irmão de TIAGO."

A partir dessas quatro passagens, percebemos que existia uma "outra Maria", que era a esposa de Cleofas (Alfeu), e a mãe dos três "irmãos" de Jesus: Tiago Menor, José e Judas. Isso claramente mostra que Maria, a mãe de Jesus, não era a mãe de Tiago, José e Judas apresentados em Mc 6,3. Para manter Mc 6,3 em harmonia, já que os três não são filhos de Maria, mãe de Jesus, então SIMÃO também não é. SIMÃO é o cananita citado em Mc 3,18, também chamado de zelota em Mt 10,4, Lc 6,15 e At 1,13. Judas, que escreveu a Epístola de Judas, diz que é irmão de Tiago em Jd 1,1. Judas também é chamado de Tadeu em Mt 10,3 e em Mc 3,18. Isso foi feito para distingüí-lo de Judas Iscariotes. Lc 6,16 também distingue os dois ao dizer: "E Judas, o irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que foi o traidor".

Ainda sobre o tópico "Os outros filhos de Maria", tenho um outro ponto a destacar:

Jo 19,26-27: Quando Jesus viu sua mãe e, perto dela, o discípulo que ele amava..." - o discípulo era João, o autor do Evangelho segundo João - "... então ele disse ao discípulo: ‘Eis a tua mãe’". Por acaso era João filho de Maria e irmão consanguíneo de Jesus?

Leia os seguintes versículos para conferir:

Mc 1,19: "...ele viu Tiago, o filho de Zebedeu, e JOÃO, seu irmão." Mc 3,17: "E Tiago, o filho de Zebedeu, e JOÃO, o irmão de Tiago."

Em nenhuma dessas passagens é dito que Jesus viu um irmão consanguíneo ou assim os reconheceu.

Mt 27,56: "Entre elas estavam Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago." Mt 20,20: "Tiago (o menor), e José e a mãe dos filhos de Zebedeu."

Mc 15,40: "...entre as quais estavam Maria Madalena e Maria, a mãe de Tiago (o menor) e Salomé, (mãe dos filhos de Zebedeu)".

Lc 24,10: "Eram Maria Madalena... e Maria (a "outra Maria") a mãe de Tiago (o menor).

Uma comparação entre Mt 27,56 e Mc 15,40, claramente mostra que Zebedeu tinha uma esposa que se chamava Salomé. Ela é chamada de "mãe dos filhos de Zebedeu" em Mt 27,56 e Salomé em Mc 15,40. Eles tiveram dois filhos, João e Tiago, conforme Mc 3,17. O JOÃO que está aos pés da cruz e a quem Jesus confia sua mãe, não era filho de Maria, mãe de Jesus, mas do casal Zebedeu e Salomé. Se Jesus tivesse irmãos consanguíneos, por que ele não confiaria Maria aos cuidados destes seus "irmãos"? Seria assim que a lei judaica ordenaria...


Genealogia:

1. Zebedeu e Salomé: geraram Tiago e João
2. Cleofas (Alfeu) e Maria1: geraram Tiago (o menor), José e Judas
3. Espírito Santo e Maria: geraram Jesus, o Cristo

Esta "genealogia" apresenta qual é o verdadeiro parentesco dos "irmãos" apresentados em Mc 6,3 e Mt 13,55, tornando sem efeito o argumento da existência de "irmãos consaguíneos" do Senhor.

Notas Adicionais:

Mt 1,25: "E não a conheceu até que...". O antigo significado da palavra "até" ou "até que" informa uma ação que não ocorreu até certo ponto. Isso não implica que a ação tenha ocorrido depois. Veja Gn 8,7: "Soltou o corvo que foi e não voltou até que as águas secassem sobre a terra" e 2Sm 6,23: "E Micol, a filha de Saul não teve filhos até o dia de sua morte"; será que ela teve filhos após sua morte?.

Lc 1,34: "Então Maria disse ao anjo: ‘como isso poderá acontecer se eu não conheço2 varão?’". Isso significa que Maria não tivera relacionamentos com um homem antes da Anunciação e que, portanto, era virgem.

Lc 2,7: "E ela deu à luz o seu filho primogênito, envolvendo-o com faixas...". Na época da redação dos Evangelhos, a palavra "primogênito" significava o filho que abriu o útero. Veja: Ex 13,2 e Nm 3,12. O fato de Jesus ser primogênito não implica que Maria tenha tido outros filhos; o filho único também é primogênito (é o caso do autor [e - curiosamente - também do tradutor deste artigo]).

Em lugar algum da Bíblia está escrito que Maria, a Mãe de Jesus, teve outros filhos. Então, por que alguns ainda insistem em dizer que ela os teve??

Outras referência bíblicas: Gn 8,7; 25,21-26; 29,5.15; Ex 13,2; Nm 3,12; 8,26; Dt 23,7; 1Sm 30,23; 2Sm 1,26; 6,23; 1Rs 9,13; 2Rs 10,13-14; 2Cr 29,34; Mt 1,25; 4,21; 10,2-4; 12:46; 12,50; 13,55-56; 20,20; 26,26; 27,56.61; 28,1; Mc 1,19; 2,14; 3,17-21.31.35; 6,3; 15,40.47; Lc 1,34; 2,7; 2,41-51; 5,10; 6,16; 8,19; 24,10; Jo 7,2-7, 19,25-27; At 1,13-16; Rm 8,29; 1Cor 5,11; 9,5; 15.6; Gl 1,19; 1Pd 5,12; Jd 1,1.

1=a outra Maria, Mt 27,56.61, Mt 28,1, Jo 19,25

2 Em Lc 1,34 Maria pergunta: "Como se fará isso, pois eu não conheço varão?". A pergunta de Maria não é a expressão de uma dúvida, mas um pedido de esclarecimento: fizera voto de virgindade e desejava saber se dele estava dispensada. A pergunta que Maria fez psicologicamente seria inadimissível em uma jovem desposada no momento em que lhe anunciavam o nascimento de um filho futuro, a não ser pela hipótese do voto, que de resto veio confirmada pela razão apresentada: "pois eu não conheço varão", como pela resposta do anjo: "trata-se de uma conceição milagrosa" (Nota encaminhada por nossa visitante Amanda Dantas. N.do T.).

Obs.: O arquivo BRETHREN.TXT versão 12, foi escrito por Bob Stanley e liberado em 16.10.1995. Contatos pelo telefone: 00-1-916-273-6415, ou pelo e-mail: bstanley@telis.org. O artigo em inglês está sob domínio público.

Data Publicação: 20/09/2007

Fonte: Cléofas

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JESUS TEVE IRMÃOS ?


Por Jaime Francisco de Moura

Para entrar nesse assunto é bom sempre lembrar que Jesus foi o primogênito e o unigênito da família de Nazaré. Quanto aos ?supostos irmãos de Jesus? a Bíblia não os mencionam como ?filhos de Maria?. Somente o Mestre é chamado ?filho de Maria?, com o artigo no original (Marcos 6,3).

Antes de aprofundar este tema, é bom lembrar 05 pontos fundamentais:

Primeiro ? se Jesus teve irmãos, porque Maria é chamada ?Mãe de Jesus?? e nunca mãe dos ?irmãos de Jesus??

Segundo ? A família de Nazaré aparece apenas com 03 pessoas. Jesus, Maria e José.

Terceiro ? porque seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da páscoa e Jesus nunca aparece ao lado dos ?supostos irmãos??

Quarto ? Porque Jesus entrega sua mãe aos cuidados de João o Evangelista, e não aos ?supostos irmãos??

Quinto ? porque esses ?supostos irmãos? não aparecem na crucificação de Jesus?

A Bíblia deixa bem claro, quando se trata de um filho, e quem são os pais. Para entender melhor citemos alguns textos:

No Antigo Testamento

?Adão conheceu outra vez sua mulher, e esta deu à luz um filho, ao qual pôs o nome de Set, dizendo, Deus deu-me uma posteridade para substituir Abel, que Caim matou?. (Gênese 4, 25)

?Então falou Deus a Noé, sai da arca, com tua mulher, teus filhos e as mulheres de teus filhos? (Gênese 8, 15-16) Confira mais em: (Gênese 5,1-32) (Gênese 10, 1-32) (Gênese 11, 10-32) onde se fala de filhos e filhas.

No Novo Testamento.

?Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados? (Mateus 1, 21).

?Senhor, tem piedade de meu filho, porque é lunático e sofre muito: ora cai no fogo, ora cai na água...? (Mateus 17,15).

?Respondeu um homem dentre a multidão: Mestre, eu te trouxe meu filho, que tem um espírito mudo? (Marcos 9,17).

?Ao chegar perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto a ser sepultado, filho único de uma viúva; acompanhava-a muita gente da cidade? (Lucas 7,12).

?Porque tinha uma filha única, de uns doze anos, que estava para morrer. Jesus dirigiu-se para lá, comprimido pelo povo? (Lucas 8,42).

Em centenas e centenas de textos Bíblicos, fica muito claro, onde se fala de filhos e de pais, e os protestantes afirmam por paus e pedras que, Jesus teve irmãos. Para isso se baseiam em (Marcos 6,3) ?Por acaso não é ele o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão??.

Explicação:

A palavra irmão, aqui tem o significado de ?primo ou parente próximo, pois a língua hebraica não possui a palavra primo?.

- Quem eram Tiago, José, Judas e Simão?

Explicação: A mãe de Jesus tinha uma parente que se chamava também Maria, casada com Cleófas.

- De fato lemos na Bíblia: ?Perto da cruz de Jesus, permanecia de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas.? (João 19,25)

- Tiago e José eram filhos de Cléofas com a parente de Nossa Senhora, que se chamava Maria.

- logicamente Judas era irmão de Tiago. De fato lemos: ?Judas, irmão de Tiago? (Judas 1 e Lucas 6,16) todos eles eram primos de Jesus, ou parentes próximos, como Simão pelo mesmo motivo.

Há muitos exemplos na Bíblia em que os parentes próximos são chamados de irmãos: ?Disse Abraão a Lot: Peço-te que não haja rixas, pois somos irmãos.? (Gênesis 13,8) - Abraão não era irmão de Lot, mas tio.

- ?Eleazar morreu e não teve filhos, mas filhas e estas se casaram com os filhos de Cis, seus irmãos.? (1 Crônicas 23,22) - As filhas de Eleazar eram primas dos filhos de Cis.

- Ver também: (Êxodo 2,11) (Mateus 23,8) (Gênesis 9,6) (Mateus 5,21-22) (1 Coríntios 15,6).

Respondendo objeções

1ª Objeção: os ?Irmãos de Jesus?. É assim que a Bíblia se refere nominalmente a quatro pessoas: Tiago, José, Judas e Simão (Marcos 6,3). Eles seriam, irmãos carnais de Jesus, concluem os protestantes.

No entanto, nada mais falso, pois três desses ?Irmãos de Jesus?, têm seus pais nomeados na Bíblia. Vejamos: o 1º é Tiago. É ele, segundo (Gálatas 1,19), Tiago Apóstolo, o Menor (Marcos 15,40), cujo pai é Alfeu (Mateus 10,3); o 2º, José, é irmão carnal de Tiago, pois ambos são filhos de uma das três Marias que estiveram ao pé da Cruz (Mateus 27,56), e cujo irmão pai é também Alfeu; o 3º é Judas, o Tadeu, que também é irmão de Tiago (Judas 1,1). Seu pai é também Alfeu. São Lucas o chama ?Judas de Tiago? ou seu irmão (Lucas 6,16).

O último da lista é Simão, cujos pais não têm os nomes expresso na Bíblia. Mas o historiador Hegezipo (sec. II), informa que ele é filho de Cléofas, esposo de ?Maria, irmã da Mãe de Jesus? (João 19,25). Ele é, pois, primo de Jesus. E se Cléofas e Alfeu são nomes em hebraico e aramaico da mesma pessoa, como pensam muitos, os quatro chamados ?irmãos de Jesus? são entre si, irmãos carnais. Em qualquer hipótese eles são primos ou parentes de Jesus.

De fato, é muito comum na Bíblia, parentes próximos serem chamados de irmãos. É só conferir (Gênesis 13,8) comparado com (Gênesis 12,5 e 11,28-31) (Gênesis 29,13 e 15) (Levítico 10,4) (1 Crônicas 23,22) etc.

2ª Objeção: ela é tirada do título de ?primogênito? atribuído a Jesus em Lucas 2,7. Daí concluem os protestantes que Maria teve outros filhos além de Jesus.

Isso revela grande ignorância, pois ?primogênito? é termo jurídico da Bíblia que tem significado bem determinado: é o primeiro filho, quer venha outro, quer não. Não se esperava por outro filho para que o 1º fosse tido e tratado como primogênito a vida toda.

Confirma isto o túmulo, recém-descoberto, de uma judia do 1º século, com a inscrição: ?Aqui jaz Arsinoé, morta ao dar à luz o seu primogênito?.

3ª Objeção: é tirada de (Mateus 1,25), onde se lê: ?E José não a conheceu até que ela deu à luz. . .? os protestantes concluem que a conheceu depois.

Mais uma vez outra falsa conclusão. Parece desconhecerem que a expressão ?até que? é, na Bíblia, um hebrismo que significa ?Sem que?, invertendo-se os termos da frase. Significa, então, que Maria ?deu á luz sem que José A tivesse conhecido?, e nada mais.

São incontáveis os exemplos disso na Bíblia. Eis apenas um: ?O coração do justo está firme e não temerá ?até que? veja confundidos os seus inimigos? (Salmos 111,8). Ora, se não temeu antes, não temerá depois. O sentido é: ?os inimigos serão confundidos sem que o coração do justo tema?. Assim Mateus quis apenas afirmar que ?Maria concebeu sem participação de José?.

Conferir na Bíblia outros casos desse modo de falar: (Deuteronômio 7,24) (Sabedoria 10,14) (Salmos 56,2 71,7; 93,12-13; 109,1) (Isaias 22,14) (Mateus 5,18 22,44) (Hebreus 1,13; 10,12-13; etc.)

4ª e última objeção: é tirada de (Mt 1,18) onde se lê que Maria concebeu do Espírito Santo ?antes que coabitassem?. Os protestantes concluem erradamente que conheceu depois.

Isso porque eles não se importam com o contexto literário e histórico da Bíblia. E tomam, no caso, ?coabitar? no sentido de relação carnal, quando, pelo contexto, e pelo modo como os judeus se casavam, só cabe o sentido de ?morar juntos?.

De fato, o casamento dos judeus era feito em duas etapas: a 1ª se realizava na casa dos pais da moça em cerimônia simples. Marcavam-se então as núpcias festivas - era a segunda etapa - na qual a esposa era levada para a casa do esposo. Era esta a coabitação (morar juntos), de que fala o evangelista no citado texto. Foi entre essas duas cerimônias que se deu o mistério da Encarnação.

Conclusão

Segundo a Bíblia, a Tradição e o Magistério da Igreja, Maria teve um único filho, e disso, nós temos certeza




MOURA, Jaime Francisco de.

Fonte: Apostolado Veritatis Splendor


domingo, 14 de dezembro de 2008

Procissões

Qual o significado das procissões?


As procissões são manifestações muito antigas da piedade popular cristã, aprovadas pela Igreja. Somos seres humanos de corpo e alma; logo, a fé se manifesta também de maneira visível e corporal, com sinais sensíveis, sonoros e luminosos. Nada há de errado nisto quando é feito com seriedade e sobriedade. O escritor e orador romano pagão, Quintiliano (†95), dizia que os gestos ´são a linguagem comum de todos os seres humanos´ e Santo Ambrósio, doutor da Igreja, dizia que ´os movimentos do corpo são como que a voz da alma´. No Antigo Testamento encontramos muitas procissões (1 Sam 6, 10´12; 2 Sam 6,3´5 e outras). A procissão é uma bela manifestação pública da fé que professamos.

Felipe Aquino

http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=PERGUNTA_RESPOSTA&id=prs0784

domingo, 30 de novembro de 2008

ORIGENS DE ALGUMAS IGREJAS E SEITAS CRISTÃS



PERGUNTA : São todas as Igrejas cristãs iguais e fundadas por Cristo?

RESPOSTA : Não! Somente uma Igreja foi fundada por Cristo e confiada a Pedro e seus legítimos sucessores - os Papas (como já foi provado neste livro, na base da Bíblia). Por isso ela, desde os primeiros séculos, foi chamada Igreja Católica - quer dizer UNIVERSAL - para todos.

Todas as igrejas ou seitas cristãs têm seu fundador e a data de sua origem. Eis as datas de algumas delas:

Protestantes - Luteranos: Fundados por Martinho Lutero (1484 - 1546) na Alemanha - sacerdote agostiano - que depois se casou com uma ex-freira.

Batistas: Por John Smith, clérigo anglicano, na Inglaterra e Horlanda, no Século XVII. No Brasil desde 1871.

Presbiterianos: Por John Knox, sacerdote católico, contagiado pela doutrina de Lutero e Calvino. Na Escócia, em 1560.

Congregacionistas: Por Robert Brawne, clérigo anglicano, na Inglaterra em 1600.

Metodistas: Por John Wesley, na Inglaterra, em 1727.

Anglicanos Episcopais: Pelo rei da Inglaterra, Henrique VIII, em 1534, pelo "Aro de supremacia Régia". Obcecado pela paixão, casou-se 8 vezes, mandando executar algumas de suas ex-esposas.

Adventista : Por William Miller - Estados Unidos, em 1831. Agricultor, sem estudos, predisse algumas vezes o fim do mundo, sem efeito!

Testemunhas de Jeová: Por Charles Taze Russel, Estados Unidos, em 1874. No Canadá, em pleno Tribunal jurou conhecer a língua grega. Sendo-lhe apresentado o Novo Testamento em grego, foi convencido de perjúrio. Sua mulher divorciou-se dele em 1897, acusando-o de adultério com duas mulheres, e de maus tratos.

Igreja Apostólica: por Eurico Matos Coutinho, que chama a si mesmo de "bispo". Morava em São Paulo, Brasil.

Pentecostais e Assembléia de Deus: por pastores de cerca de 100 congregações diferentes dos Estados Unidos, em 1914.

Evangelho Quadrangular: é um ramo de Pentecostalismo, iniciado por Harold Williams, nos Estados Unidos, e promovido no Brasil desde 1940.

Congregação Cristã no Brasil: Por Luís Francescou, em 1910, em Platina - Paraná, Brasil. Depois estabeleceu-se entre os migrantes italianos em São Paulo.

Mormons ou Igreja dos Santos dos Últimos Dias: Fundação fantástica de José Smith, em 2830, nos Estados Unidos.

Igreja Universal do Reino de Deus: Fundada por Edir Macedo, em 1977, no Rio de Janeiro, Brasil. É um ramo pentecostal que leva as práticas de curas, milagres e exorcismo ao extremo. Edir Macedo foi um adepto da umbanda e se proclamou bispo da igreja fundada por ele e que já está presente em 46 países.

Observação: Aos que desejarem aprofundar a maioria das questões acima, recomenda-se o livrinho de Pe. Estevão Bettencourt, O.S.B., "15 Questões de Fé" - Editora Santuário, Cx. P. 4 - 12.570 - Aparecida - SP.

E também o livro: FALSAS DOUTRINAS, seitas e religiões - Editora Cléofas (do Professor Felipe Aquino da Canção Nova)

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Possíveis Razões de Origem das Seitas e os Novos Movimentos Religiosos

À hora de falar sobre as origens das seitas e dos novos movimentos religiosos, encontramos uma ampla gama de hipóteses que vão desde as mais complexas até as mais simplistas, que reduzem toda a problemática a uma simples questão econômica. Veremos a seguir, algumas dessas hipóteses:

  • Busca da Verdade, do Transcendente e de Deus

Escuta-se dizer, às vezes com certa freqüência no que diz respeito à origem destes movimentos, que os mesmos surgem em razão de uma busca honesta da verdade, do transcendente, ou de Deus.

Se bem este argumento não pode ser de todo refutado, tampouco pode ser tomado com muita seriedade, porque quem busca honestamente a verdade, o transcendente ou a Deus, tende a inserir-se em alguma religião clássica ou tradicional. Quer dizer, torna-se católico, judeu, ortodoxo, ou de alguma comunidade protestante histórica, comunidades todas estas que, em maior ou menor medida, possuem um aprofundamento do religioso, apoiado no filosófico. E isto é o que precisamente falta a estes novos movimentos, onde o discurso religioso em geral é gratuito e obedece aos circunstanciais caprichos do fundador ou líder.

  • O desengano e a briga

A razão mais freqüente para o surgimento destes grupos é o desengano e a briga. Quer dizer, o integrante de uma religião, movimento ou seita, briga com os dirigentes de seu grupo, se separa com dois ou três fiéis, e cria um novo culto.

Esta separação contestadora , provoca, geralmente, que o novo movimento tenda a isolar-se tentando uma autonomia total e mantendo-se em relações dialéticas. As relações dialéticas assumidas apresentam ao grupo como os custódios da pureza doutrinal, manifestando uma forte rejeição à tudo o que é exterior, como ser a sociedade, as instituições e, especialmente, para aquela estrutura da qual se desprenderam, que por sua vez costumam observar de maneira mais ou menos freqüente, componentes de tipo paranóico em sua estrutura.

Assim mesmo, estas separações por desengano e briga, geralmente vêem acompanhadas de revelações, visões e mensagens especiais.

Freqüentemente veremos na origem destes grupos, em que aparece ao fundador do mesmo Jesus Cristo, um anjo ou, como agora se registra com mais freqüência, um Ovini, que lhe transmite uma mensagem e uma missão particular.

Isto supõe, em mais de um caso e especialmente vendo o conteúdo destas supostas mensagens e missões, a possibilidade de certas alterações psicológicas, especialmente uma variedade de demência conhecida com o nome de ''psicose Esquizoparanóica'', que se caracteriza precisamente por estar constituída de delírio de tipo religioso, místico, de influência e megalomania, quer dizer um delírio desmedido de poder.

Se bem existem tantas visões e mensagens como movimentos, encontramos de todas as maneiras uma insistência em diversos temas, tais como a teoria do fracasso de Cristo, a traição à mensagem original, a caducidade de todas as religiões clássicas ou tradicionais.

  • Teoria do fracasso de Cristo

Este tipo de visões remetem a que Cristo veio com uma missão ao mundo mas, ao não ser reconhecido como o Messias por seu próprio povo judeu e ser crucificado, fracassou. Então, o sujeito desta nova missão e mensagem, é chamado a concluir a missão redentora de Cristo.

Tal argumento é o esgrimido pela Igreja da Unificação (Moon), que tomando uma passagem bíblica onde diz ''um anjo surgirá do oriente'', sustentam que o fundador e atual líder do movimento, Sun Myung Moon, é o último e verdadeiro Messias que vem cumprir a tarefa de restauração não alcançada por Jesus Cristo.

Também, ainda que com algumas variantes, este argumento é utilizado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ou Mormons, que sustentam que ao ter Cristo fracassado na Palestina, aparece na América e estabelece em uma tribo sua verdadeira Igreja.

  • Traição da mensagem original

Estas visões referem-se a que tal ou qual religião, traiu a mensagem originalmente dada por Deus. O que ocupa o primeiro lugar neste tipo de acusações é a Igreja Católica, sendo este incluído o cargo que fizeram em seu momento Lutero e Calvino por ocasião do cisma do ocidente.

Posteriormente, os sucessores de Lutero e Calvino, fizeram o mesmo cargo a eles, e os seus sucessores e os seus sucessores, desmembrando-se cada vez mais em mais grupos. Talvez este seja o argumento mais esgrimido à hora das separações.

  • Caducidade das religiões clássicas ou tradicionais

As presentes visões remetem a que todas as religiões clássicas ou tradicionais traíram a mensagem original ou feneceram ficando tão somente alguns elementos ainda válidos das diferentes religiões e juntá-los todos, surgindo assim os movimentos sincretistas, quer dizer, aqueles que pegam elementos de diversas origens e os amontoam, sem conseguir uma verdadeira síntese ou fusão, mas somente misturando-os.

Este tipo de argumento foi o utilizado por um movimento originado na Argentina que começou desenvolvendo atividades sob a denominação ''Igreja Evangélica Cristã Judaica Ecumênica'', e também pode ser observado na grande maioria dos movimentos de caráter gnóstico, esotérico e ocultista.

  • Origens com finalidade política

Também escuta-se com certa freqüência, sobre a origens das seitas, alegar-lhes uma finalidade exclusivamente política ou econômica. Ouve-se falar, por exemplo, de seitas da CIA ou de uma suposta penetração imperialista yankee na América Latina, no que se refere à política; e de Bancos de Deus, Transnacionais da Fé ou Multinacionais Religiosas, no que se refere ao econômico.

Frente a estes dois aspectos, é recomendável a prudência, a fim de não cair em atitudes reducionistas ou simplistas, impossíveis de sustentar em um tema tão complexo como o presente.

No que diz respeito à questão política, se bem que existiu um Documento Rockefeller e documentos Santa Fé I e Santa Fé II, que fazem referência ao tema das seitas e Igreja Católica, para uma apreciação objetiva não se pode deixar de levar em conta dois aspectos importantes e que geralmente são descuidados.

O primeiro deles refere-se à noção particular de que os Estados Unidos, de maioria protestante, tem sobre a Igreja Católica. O protestantismo vê centrado suas origens nas igrejas nacionais, com importante adesão política e suspeita, que o mesmo poderia estar em todas as crenças. A esse respeito são proverbiais os escritos e manifestações do outrora arcebispo de Nova York, Fulton J. Sheen, sobre o tema.

O segundo, e não menos importante que o anterior, refere-se a que tais documentos não falam da Igreja Católica em geral, mas de certos setores da mesma. Concretamente aos mais radicalizados dentro da ''Teologia da Libertação'', e são precisamente estes setores dos quais mais têm esgrimido o argumento de uma ''suposta penetração imperialista na América Latina''. Sua objetividade a respeito é discutível, em razão de que está corrente encontra-se também presa a uma ideologia.

Sobre o mencionado precedentemente é de ressaltar um curioso paradoxo. A mesma consiste em que alguns dos outrora maiores ideólogos da Teologia da Libertação, como por exemplo o ex-franciscano brasileiro Leonardo Boff, deixaram o sacerdócio e o celibato, e inseriram-se dentro da New Age ou Nova Era, a maior tendência originária dos Estados Unidos. De todas as maneiras, ainda que não se possa reduzir o fenômeno a uma questão política, isto não quer dizer que tal aspecto não exista, registrando-se em não poucas oportunidades certas conivências temporais, entre alguns movimentos e governos, não só norte-americanos.

  • Origens com finalidade econômica

Por sua parte, no que faz à questão econômica, um elemento que facilitou simplificar o tema, é a teologia da prosperidade ou a teologia da abundância, à qual tantos ''televangelistas'' são afetados, pregando constantemente sobre o ''progresso material'', amém do espiritual, que encontrarão todos aqueles que ''entreguem o coração a Cristo''.

A esse respeito é importante não deixar de levar em conta que muitos destes grupos trazem consigo, elementos calvinistas, e entre eles, o tema da predestinação. Quer dizer, a crença de que desde o início de nossas vidas estaríamos predestinados a ser salvos ou condenados.

Esta predestinação calvinista gerou uma espécie de equação que poderia ser enunciada da seguinte maneira: '' a boa relação com Deus, implica um triunfo econômico e, mais precisamente, o progresso material''. Isto que definíamos como a teologia da prosperidade, pode ser observado no caráter dos testemunhos que diariamente os pentecostais expressam nas praças, esquinas, programas de rádio e televisivos.

O êxito econômico e a ostentação em alguns casos, de certos pastores, é utilizado muitas vezes como um meio de proselitismo. Aos olhos destes, as igrejas erram o caminho associando espiritualidade e pobreza, já que aos que têm fé, Deus quer presenteá-los com riqueza, saúde e êxito.

É por isso que com palavras mais, palavras menos, alguns destes pastores nos dizem: ''Vejam como estou bem, é porque entreguei o coração a Cristo. Entregue-o você também, e gozará do mesmo êxito''.

Já inclusive E. Durheim, falecido depois da primeira década do século XX e que foi o primeiro a utilizar as estatísticas em sociologia, efetuou interessantes trabalhos a respeito das conseqüências sociais e econômicas que provocaram as raízes calvinistas em países de maioria protestante.

Lamentavelmente pelas características do presente trabalho não podemos abordar a tais pontos em profundidade, mas podemos dizer que se bem existe o fator político e o fator econômico, estes não são nem os únicos e nem os importantes, mas que se inter-relacionam com muitos outros.

Se tivéssemos que buscar algum objetivo último, deveria ser visto grupo por grupo. Em termos gerais, poderíamos pensar em uma ânsia desmedida de poder. Agora sim, o poder efetiva muito mais exitosamente por meio de contatos políticos e recursos econômicos, mas estes encontram-se subordinados a este delírio megalomaníaco. Em seu defeito, não se poderiam entender casos como o da seita ''Templo do Povo'', liderada por Jim Jones, quem, apesar de ter um grande poder político e econômico, culminou com um suicídio coletivo em Guayana, em 1978.

fonte: Universo Católico

ESPIRITISMO E CRISTIANISMO

PERGUNTA : Pode um cristão ser espírita ou umbandista e freqüentar suas sessões?

RESPOSTA : Não !
a ) O espiritismo nega 40 verdades essenciais da doutrina cristã; ensina reencarnação; afirma a aparição dos espíritos do além, evocados pelos médiuns, e ensina muitas outras heresias opostas à doutrina cristã, negando principalmente o poder salvador de Jesus Cristo.

Falando mesmo de Santos, de caridade, de oração e boas obras, o espiritismo segue apenas as orientações se seu codificador, Allan Kardec, que (no seu livro de Médiuns, 2a. edição, pag. 336) recomenda iludir os cristãos, aceitando no começo suas convicções para depois, pouco a pouco lhas tirar.

Já o famoso escritor espiritista no Brasil, Dr. Carlos Imbassahy, escreve claramente: "Nem a Bíblia prova (para nós) coisa alguma... O espiritismo não é um ramo do cristianismo, como as demais seitas cristãs. Não assenta seus princípios nas Escrituras (Sagradas)... A nossa base é o ensino dos espíritos. Daí o nome espiritismo." (À margem do Espiritismo, pág. 219).

Daí vale para os cristãos a advertência de Jesus: "Cuidai-vos dos falsos profetas que se apresentam em pele de ovelha, mas por dentro são lobos vorazes."(Mt 7,15).

b ) O que diz a Bíblia sobre as práticas espíritas?

RESPOSTA: Lemos em Dt 18,9-14: "Não se achará no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor."

Lev 20,6-27: "Se uma pessoa recorrer aos espíritas, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo." "Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte."

c ) Nas sessões espíritas, há realmente contatos com espíritos do além?

RESPOSTA : Não! Eis um de muitos exemplos. Uma senhora nascida na Argentina, mas residente, há anos, em Curitiba, narra o seguinte:
"Faz alguns anos morreu minha filha. Os espíritas me procuraram, prometendo-me que me poriam em comunicação com ela. Eu, aflitíssima como estava, aceitei e fui à sessão. Quando o chefe dos trabalhos me anunciou a presença dela, comecei, é claro, a falar em espanhol, língua essa que , em casa, nos era mais familiar. Mas para meu grande desapontamento, minha filha havia esquecido o espanhol e somente sabia falar português. Minha decepção cresceu de ponto, atingindo o clímax, quando pedi que ela me dissesse, para maior garantia de identificação, o apelido que ela tinha em casa. Até seu próprio apelido ela havia esquecido. Isto era demais. Levantei-me indignada, lançando em rosto dos responsáveis pela sessão, essa verdadeira palhaçada que estavam cometendo comigo. Em conseqüência disso, não quero nem falar em Espiritismo."

A revista norte-americana, "Womans Companion", para experimentar a veracidade ou mentira dos médiuns espíritas, inventou uma história sobre um tal soldado George Bertlett de 27 anos, falecido na invasão de Okinawa, que deixou a viúva, Bárbara, com dois filhos e 5.000 dólares.

Agora os repórteres desta revista, disfarçados, perguntaram a 20 diferentes médiuns espíritas, em nome da viúva Bárbara: O que devia fazer com os 5.000 dólares; e se devia casar-se novamente, com um funcionário do banco e ir morar em Nova York.

As respostas dos médiuns eram todas diferentes, às vezes contraditórias e fantásticas. Mas nenhum médium declarou: "Não consigo comunicar-me com o espírito de seu marido, porque este não existe, nem a inventada viúva !" - E só esta resposta teria sido a verdadeira !

Para quem quiser aprofundar o conhecimento do espiritismo, recomendamos os livros de Edvino A. Friderichs: "Onde os Espíritos baixam", "Caixinha de perguntas", "Panorama da Parapsicologia" e "Casas Mal-as-sombradas".

Para ser adquiridos em: Centro Latino-Americano de Parapsicologia, Av. Leonardo da Vinci, 2123 (Jabaquará) CEP.: 04313-002 - São Paulo, SP. Fone: (011) 577-9451, ou em: Livraria Editora Pe. Reus - Cx.P. 285 - Rua Duque de Caxias, 805 CEP.: 90010-282 - Porto
Alegre - RS.

ALCOÓLATRAS E FUMANTES



PERGUNTA : Por que os alcoólatras e fumantes católicos, passando para a Igreja dos "crentes", abandonam o vício? Não é isso prova de maior força e graça de Deus nestas seitas?

RESPOSTA : Não se pode negar que tais fatos acontecem. Porém, mais freqüentemente recuperamos católicos viciados a sobriedade, quando acham apoio entre bons amigos e parentes, e sobretudo quando se associam aos Grupos "AA" (Alcoólatras Anônimos), espalhados em muitas cidades do Brasil e do mundo. Por outro lado, são conhecidos os alcoólatras, que alistando-se numa seita cristã, largaram o vício por algum tempo, e depois voltando ao mesmo, foram expulsos desta seita; e tendo vergonha de voltar à sua Igreja Católica, ficaram totalmente desamparados e desprezados.

a ) Quais são as causas do alcoolismo? Quais os meios de vencê-lo?

Os médios afirmam que algumas pessoas já nascem com a predisposição hereditária para o alcoolismo, e se não forem prevenidas e bem acompanhadas, facilmente caem no vício, sem darem-se conta disso. E o viciado é psiquicamente doente, dependente do álcool. Sente-se mal, quando não bebe. E para superar esta dependência doentia, é necessário muito força de vontade, que ele sozinho não acha. A boa Confissão e freqüente comunhão dar-lhe-iam esta ajuda, mas ele quase sempre as evita. Os grupos "AA" ele nem os conhece, ou não existem por perto. E, quando nesta situação, alguns "crente" lhe estendem a mão, mostrando-lhe amizade, respeito e esperança, então ele os aceita e colabora, e esta força psicológica conjunta, consegue vencer o vício. Repito: Não é neste caso graça divina, existente na seita, mas as forças psicológicas conjuntas, que alcançam a vitória sobre o vício. (Pois, na Igreja Católica, as fontes da graça Divina eram muito mais abundantes, mas não foram aproveitadas).
Ora, a Igreja Católica, fiel ao ensinamento da Bíblia, não pode proibir a todos o uso moderado das bebidas alcoólicas. Pois desde Noé até Jesus, o vinho (que contém álcool) misturado com água, era a bebida cotidiana destes povos. E o próprio Jesus mudou água em vinho nas bodas de Caná da Galiléia. A Igreja, porém, sempre condenou a embriagues e recomendou moderação; e aos viciados, ou propensos ao alcoolismo, recomenda, como os psicólogos, a abstinência total. O mesmo exigem também os grupos "AA", já que sem isso não há cura!

Quando, porém , apesar de todo esforço e apoio, o viciado não consegue livrar-se do alcoolismo, então a Igreja não o expulsa, mas recomenda tratá-lo com paciência, respeito e amor, como deve se tratar qualquer doente incurável. Só Deus, que conhece o íntimo do homem, tem o direito de julgá-lo. Para nós vale o preceito de Jesus: "Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados." (Lc 6,37).

b ) A mesma atitude mantém a Igreja Católica para com os fumantes. A Bíblia não oferece nenhuma base para proibir totalmente o fumo, - como o fazem muitos seitas. Pois, até a vinda de Jesus o fumo era desconhecido. Mas, acompanhando as pesquisas científicas da medicina, a Igreja taxa o costume de fumar, sobretudo o exagero, de pecado contra o 5o. Mandamento da Lei de Deus, já que ele estraga a saúde e encurta a vida. Além disso, esbanja o dinheiro, que o cristão devia usar para finalidades mais dignas.

O DOM DAS LÍNGUAS


PERGUNTA: Nas reuniões dos "crentes", sobretudo Pentecostais, manifesta-se freqüentemente o dom das línguas, considerado por eles como presença do Espírito Santo e confirmação de veracidade da seita. O que diz a Bíblia?

RESPOSTA : 1) É verdade que a manifestação das línguas e de outros carismas, é na Bíblia chamado simplesmente: "descida do Espírito Santo". (At 2,4-6; 8,15-19; ,10,44-48). Porém nestes acontecimentos tratava-se sempre de comunidades unidas e obedientes aos Apóstolos. E aqueles que receberam os dons extraordinários do Espírito Santo, aceitaram também os sacramentos iniciais, de batismo e crisma ("impondo-lhes as mãos").

2) Em I Cor cap. 12, São Paulo fala de diferentes dons, ministérios, operações, dispensados pelo mesmo Deus: acrescentando: "para que redundem em vantagem comum".
Em seguida São Paulo revela o belo mistério do Corpo místico de Cristo, composto de diferentes membros, que solidamente compartilham os sofrimentos e alegrias, e colaboram para o bem do corpo inteiro. Neste Corpo de Cristo - a sua Igreja - São Paulo apresenta também uma hierarquia de valores (vers. 28): "primeiro apóstolos, segundo profetas, terceiro doutores, depois os que possuem o dom de milagres,... (e no fim) o dom de falar diversas línguas."

Conclusões :

a ) Tudo o que foi dito acima, pela Palavra de Deus, verifica-se perfeitamente na maioria dos grupos de renovação carismática católica. - unidos e obedientes aos legítimos sucessores dos Apóstolos.

b ) Logicamente é impossível admitir que também os "carismáticos" de milhares de seitas protestantes, - que se separaram, e freqüentemente odeiam e combatem o verdadeiro Corpo místico de Cristo, a Igreja Católica Apostólica Romana, - possam ser inspirados pelo Espírito Santo, prometido po Jesus aos Apóstolos e seus sucessores. (Jo 16,13). O Espírito Santo não pode ser dividido e combater a si mesmo! Por isso, "as inspirações proféticas e o dom das línguas" na várias seitas, vêm provavelmente por meios parapsicológicos, como acontece também nas sessões espíritas.

c ) Admite-se ainda a possibilidade, de que o Espírito Santo poderia também em várias seitas inspirar alguns carismáticos bem intencionados, que na sua ignorância desconhecem a Bíblia e não dão conta do grande mal da divisão e separação do único Corpo místico de Cristo. Nestes casos as inspirações do Espírito Santo teriam a finalidade de resguardar também nestas comunidades alguns autênticos valores do Evangelho, e as preparar para a reunião com a única Igreja de Cristo.

d ) Porém, todos os carismáticos têm obrigação de respeitar as regras expostas por São Paulo (e inspirados pelo Espírito Santo) em I Cor 14,19 e 27-28: "Na assembléia, eu prefiro dizer cinco palavras com a inteligência, a fim de poder instruir também os outros, do que dez mil palavras em virtude do dom das línguas"; e a outra regra: "...se não houver quem possa interpretar (a língua desconhecida), guardem silêncio na assembléia, falando somente consigo e com Deus."

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